Por Rosangela Pezoti, especial
São Paulo (SP) - O Grupo de Trabalho que reúne os projetos que atuam na área da criança e do adolescente em São Paulo – Centro Infantil Clara de Assis, Projeto Encantando a Vida e Cefranzinho – encerrou as comemorações do mês da criança com um momento de formação sobre o tema da violência.
O evento, que ocorreu na última sexta-feira, reuniu representantes dos projetos do Sefras e de outras regiões da cidade de São Paulo, e contou com a presença do Educador Social do Núcleo de Trabalhos Comunitários da PUC/SP, Silvestre Rodrigues da Silva, formado em Ciências Sociais.
Silvestre refletiu que, a violência presente no nosso cotidiano, é fruto de um crescimento acelerado e desigual da cidade que promoveu um desenvolvimento que não contemplou a todos os seus moradores. Que a banalização da pobreza e a espetacularização dos crimes pela grande mídia tem contribuído para a intensificação da violência em nosso meio.
Lembrou que o Estatuto da Criança e do Adolescente, que neste ano completou 18 anos, propõe uma “pedagogia dos direitos” que visa romper com os ciclos de violência que estão presentes na vida de crianças e adolescentes. Também que, muitas vezes, nossa prática enquanto educadores contribui para a manutenção desta violência quando, por exemplo, acreditamos “ser mais fácil gritar do que dialogar”.
Apontou que, a superação da violência passa por um processo de aprendizagem, pois “da mesma forma que a violência se reproduz e aprendemos a ser violentos, também aprendemos a amar”. Que é necessário um diálogo constante entre as diferenças e a construção de novos valores. Também que, os serviços que realizam atendimento na área social, devem promover formas de atendimento que fortaleçam uma cultura de paz em oposição à violência presente na sociedade.