Província Franciscana da Imacula Conceição do Brasil
São Paulo, 24/05/2012
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Os Cristãos e a Solidariedade com os pobres

>> Antigamente dizia-se: a solução está no crescimento da economia. Quando a economia crescer será mais fácil distribuir entre os pobres o excedente produzido sem tocar no adquirido pelos ricos. Na prática, não funcionou. Todo o excedente produzido vai para os privilegiados. Se a economia crescer, todo o crescimento será confiscado pelos que já têm tudo. Por isso, somente soluções provisórias são possíveis.
Nesta década dos 90 apagou-se o grito dos oprimidos. A própria Igreja deixou de gritar. Talvez um dia as multidões aprendam de novo a gritar. No momento, são prisioneiras de uma suposta democracia que é sistema feito para cortar-lhes a palavra. Sistema feito para enrolar os povos porque lhes dá a impressão de poder participar e na realidade é pura ilusão. Não participam em nada. Todos os jogos já foram feitos e as eleições são farsa. Um terço dos eleitores já percebeu isso, o que mostra pelo menos que muitos pobres são inteligentes e descobriram o truque.

Os povos vão aprender a gritar de novo se houver bastante gente no meio deles para lhes restituir a esperança de que vale a pena.

Sobre a opção pelos pobres no quadro da vida religiosa, não se poderia falar melhor do que o padre Geral da Companhia de Jesus, padre Peter-Hans Kolvenbach, na conferência pronunciada na semana social de Caracas, no dia 2 de fevereiro de 1998. A conferência foi publicada pela revista Páginas, de Lima, nº 151, junho de 1998. Cito as seguintes palavras: “A Opção pelos pobres não tem tampouco como objetivo direto, imediato, a superação da pobreza, senão a humanização dos pobres, sua personalização. Este resultado não é uma meta externa, senão o fim ao que tem a dinâmica da opção. Porque a opção pelos pobres é antes de tudo uma relação, uma aliança, um jogar-se com eles a sorte. E há que dizer que esta sorte, desde o ponto de vida da cultura dominante, será sempre má sorte, porque sempre haverá pobres na história. Assim, pois, a opção pelos pobres, como aliança com os perdedores da história (que são suas vítimas) é sempre um certo modo de perder a vida. Esse é seu preço tremendo. Por isso se tende a silenciar ou desnaturalizar, de modo que já não seja uma relação, senão somente uma contribuição econômica, mas que não comprometa a pessoa”.

Pe. José Comblin



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Liturgia Dominical
  :: Cântico do Irmão Sol ::

"Altíssimo,
onipotente, bom
Senhor,
teus são o louvor,
a glória, a honra
e toda a bênção.
só a ti,
Altíssimo,
são devidos;
e homem algum é
digno
de te mencionar.
Louvado sejas,
meu Senhor,
com todas as tuas
criaturas,
especialmente o
senhor irmão
Sol, que
clareia o dia
e com sua luz
nos alumia.
E ele é belo
e radiante
com grande
esplendor:
de ti, Altíssimo,
é a imagem.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pela irmã Lua
e as Estrelas,
que no céu
formaste claras
e preciosas e belas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Vento,
pelo ar, ou
nublado
ou sereno,
e todo o tempo,
pelo qual
às tuas
criaturas dás
sustento.
Louvado sejas,
meu Senhor
pela irmã
Água,
que é mui
útil
e humilde
e preciosa e casta.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Fogo
pelo qual iluminas
a noite.
E ele é belo
e jucundo
e vigoroso e forte.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa
irmã
a mãe Terra,
que nos sustenta
e governa,
e produz frutos
diversos
e coloridas flores
e ervas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelos que perdoam
por teu amor,
e suportam
enfermidades
e tribulações.
Bem-aventurados os
que as sustentam
em paz,
que por ti,
Altíssimo,
serão coroados.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa irmã
a Morte corporal,
da qual homem algum
pode escapar.
Ai dos que morrerem
em pecado mortal!
Felizes os que ela
achar
conformes à
tua santíssima
vontade,
porque a morte Segunda
não lhes
fará mal!
Louvai e bendizei
a meu Senhor,
e dai-lhe graças,
e servi-o com grande
humildade."
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