|
|
|
|
|
Os
Cristãos e a Solidariedade com os pobres
>> Antigamente dizia-se: a solução está
no crescimento da economia. Quando a economia crescer
será mais fácil distribuir entre os pobres
o excedente produzido sem tocar no adquirido pelos ricos.
Na prática, não funcionou. Todo o excedente
produzido vai para os privilegiados. Se a economia crescer,
todo o crescimento será confiscado pelos que já
têm tudo. Por isso, somente soluções
provisórias são possíveis.
Nesta década dos 90 apagou-se o grito dos oprimidos.
A própria Igreja deixou de gritar. Talvez um dia
as multidões aprendam de novo a gritar. No momento,
são prisioneiras de uma suposta democracia que
é sistema feito para cortar-lhes a palavra. Sistema
feito para enrolar os povos porque lhes dá a impressão
de poder participar e na realidade é pura ilusão.
Não participam em nada. Todos os jogos já
foram feitos e as eleições são farsa.
Um terço dos eleitores já percebeu isso,
o que mostra pelo menos que muitos pobres são inteligentes
e descobriram o truque.
Os povos vão aprender a gritar de novo se houver
bastante gente no meio deles para lhes restituir a esperança
de que vale a pena.
Sobre a opção pelos pobres no quadro da
vida religiosa, não se poderia falar melhor do
que o padre Geral da Companhia de Jesus, padre Peter-Hans
Kolvenbach, na conferência pronunciada na semana
social de Caracas, no dia 2 de fevereiro de 1998. A conferência
foi publicada pela revista Páginas, de Lima, nº
151, junho de 1998. Cito as seguintes palavras: “A
Opção pelos pobres não tem tampouco
como objetivo direto, imediato, a superação
da pobreza, senão a humanização dos
pobres, sua personalização. Este resultado
não é uma meta externa, senão o fim
ao que tem a dinâmica da opção. Porque
a opção pelos pobres é antes de tudo
uma relação, uma aliança, um jogar-se
com eles a sorte. E há que dizer que esta sorte,
desde o ponto de vida da cultura dominante, será
sempre má sorte, porque sempre haverá pobres
na história. Assim, pois, a opção
pelos pobres, como aliança com os perdedores da
história (que são suas vítimas) é
sempre um certo modo de perder a vida. Esse é seu
preço tremendo. Por isso se tende a silenciar ou
desnaturalizar, de modo que já não seja
uma relação, senão somente uma contribuição
econômica, mas que não comprometa a pessoa”.
Pe. José Comblin
| Pagina: |
1 |
2 |
3 |
4 |
5 |
6 |
7 |
8 |
9 |
10 |
11 |
|
 |
|
|
|
 |
 |
|
"Altíssimo,
onipotente, bom
Senhor,
teus são o louvor,
a glória, a honra
e toda a bênção.
só a ti,
Altíssimo,
são devidos;
e homem algum é
digno
de te mencionar.
Louvado sejas,
meu Senhor,
com todas as tuas
criaturas,
especialmente o
senhor irmão
Sol, que
clareia o dia
e com sua luz
nos alumia.
E ele é belo
e radiante
com grande
esplendor:
de ti, Altíssimo,
é a imagem.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pela irmã Lua
e as Estrelas,
que no céu
formaste claras
e preciosas e belas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Vento,
pelo ar, ou
nublado
ou sereno,
e todo o tempo,
pelo qual
às tuas
criaturas dás
sustento.
Louvado sejas,
meu Senhor
pela irmã
Água,
que é mui
útil
e humilde
e preciosa e casta.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Fogo
pelo qual iluminas
a noite.
E ele é belo
e jucundo
e vigoroso e forte.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa
irmã
a mãe Terra,
que nos sustenta
e governa,
e produz frutos
diversos
e coloridas flores
e ervas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelos que perdoam
por teu amor,
e suportam
enfermidades
e tribulações.
Bem-aventurados os
que as sustentam
em paz,
que por ti,
Altíssimo,
serão coroados.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa irmã
a Morte corporal,
da qual homem algum
pode escapar.
Ai dos que morrerem
em pecado mortal!
Felizes os que ela
achar
conformes à
tua santíssima
vontade,
porque a morte Segunda
não lhes
fará mal!
Louvai e bendizei
a meu Senhor,
e dai-lhe graças,
e servi-o com grande
humildade."
|
|
|
|
|