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Árvore de Zaqueu |
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Mosteiro da Quarentena |
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Pedra das tentações de Jesus |
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Sinagoga de Bet-Alfa |
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Subindo ao Mosteiro da Quarentena |
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Tel Jericó |
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Uma das cúpulas do Mosteiro ortodoxo |
Diário do Peregrino
Dia 19 de julho (sábado)
Por Frei Ivo Müller (texto) e Por Frei César Külkamp (fotos)
A missa foi celebrada numa capela interna de Ain Karem, presidida por Frei Aloísio. Durante a celebração, Frei Fernando Peixoto fez uma breve introdução aos locais que seriam visitados por nós durante esta jornada.
Partimos de Ain Karem, em direção ao Monte Tabor, às 08h30. No caminho que desce de Jerusalém a Jericó, fizemos uma parada no local para a leitura e meditação da Parábola do Bom Samaritano (Lc 10,29-37). A seguir, saímos da estrada principal para uma vista panorâmica do Wad Kelt (vale).
No meio das maravilhas do deserto de Judá, avistam-se restos da Estrada Romana, que é do tempo do império romano. Por esta estrada Jesus passou várias vezes com os seus apóstolos e discípulos. Avistam-se restos do aqueduto herodiano, e o que de mais fascinante existe neste vale é o mosteiro de S. Jorge de Kosipa.
É um mosteiro grego ortodoxo, encravado nas rochas. Neste mosteiro, podemos trazer à memória milhares de monges que conduziam uma vida séria de meditação nestes desertos.
Normalmente os mosteiros eram lugares centrais, mas os monges viviam nas grutas, durante toda a semana, para meditar e fazer qualquer artesanato.
Retornavam ao centro (mosteiro) somente no fim de semana para celebrar juntos a liturgia, bem como para reabastecer-se de pão e água. S. Jorge de Kosipa é um caso típico. Aqui, esses monges conservam a tradição da memória do profeta Elias.
Na gruta situada na parte superior do mosteiro, uma linda ícone, que representa o profeta sendo alimentado pelo corvo. Segundo a tradição oral e do evangelhos apócrifo de São Tiago, S. Joaquim teria feito aqui a sua penitência e preparação para ser o pai de Maria santíssima.
O mosteiro foi construído pelo monge S. Jorge no século VI. Passou por várias destruições. A atual construção foi terminada no ano de 1901. Vivem cerca de dez monges, que acolhem os peregrinos com muita simpatia e cortesia.
No caminho para Jericó, atravessamos o rio seco, próximo do lugar onde é situado o episódio do cego de Bartimeu, ou seja, perto das ruínas da Jericó herodiana. As ruínas da cidade romana equivalem à cidade do tempo de Jesus. Tais ruínas contêm dois palácios de Herodes, com piscinas e aquedutos, que conduziam a água entre as casas e palácios.
A água era trazida através do aqueduto herodiano, de perto de Jerusalém, no percurso que fazia dentro do Wad Kelt. Era a tecnologia da época para satisfazer o luxo do rei, como reprodução da vida de Roma.
A seguir, fizemos uma linda experiência de deserto, ao relento do sol de quase 50 graus, subindo até a Quarentena. Diz o Evangelho que depois que Jesus foi batizado no Rio Jordão, foi conduzido ao deserto para ser tentado pelo demônio.
Aqui, segundo a tradição, é o lugar onde Jesus passou quarenta dias em jejum e penitência. O mosteiro que avistamos é dos gregos ortodoxos, construído sobre a memória do fato no século IV e reconstruído em 1895.
Já era passado das 11h00, quando visitamos o Tel El Sultan. O lugar recorda a entrada dos hebreus na Terra Prometida, com as tropas chefiadas por Josué.
Estas ruínas apresentam dez mil anos de história, com 25 extratos de cidades diferentes, escavadas em 1950. No lado se encontra a Fonte de Eliseu, que é um oásis, que alimenta a cidade. Aproveitamos da sombra das tamareiras, ao som das águas do oásis, para fazermos o nosso lanche.
Depois do almoço, visitamos o Sicômoro de Zaqueu, que é uma árvore muito grossa e antiga – um tipo de figueira – dentro da Jericó moderna. Esta árvore serve para identificar o encontro de Jesus com Zaqueu. Dizem os arqueólogos que não era aqui, porque a Jericó do tempo de Jesus estava situada onde é hoje a Jericó herodiana. De qualquer modo, era uma árvore como esta.
Na parte da tarde, percorremos todo o Vale do Jordão, avistando as lindas plantações da planície de Esdrelón, até chegarmos à Sinagoga de Bet Alfa. Lá, embora fosse em dia de Shabat, pudemos ver um DVD projetado sobre os lindos mosaicos de uma sinagoga do tempo dos bizantinos.
Tais mosaicos representam o sacrifício de Isaac e a Arca da Aliança. Atrás da ápice da antiga sinagoga, encontra-se a genizah (leia-se “ghenizáh”), que era um buraco, onde depositavam os velhos textos da Toráh, que não podiam ser destruídos, depois de velhos.
Chegamos ao pé do Tabor às 15h00. Imediatamente, retiramos as bagagens e embarcamos em confortáveis táxis, que nos trouxeram até o local de hospedagem. Aqui, permaneceremos hospedados, até sexta-feira pela manhã, descendo e subindo cada dia, enquanto visitamos a Galiléia.
Esperamos, assim, sentir um pouco daquela experiência que os três discípulos escolhidos por Jesus fizeram neste monte, sem esquecer que a planície nos espera! |