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Entrada principal do Amparo Maternal |
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Ir. Enir, diretora da entidadeB |
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Bazar do Amparo |
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Frei Djalmo e a "doula" Ilze |
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Outro ângulo do prédio do Amparo |
Por Moacir Beggo
São Paulo (SP) -
Na semana que vem, o Amparo Maternal de São Paulo vai completar 71 anos acolhendo e amparando gestantes carentes que precisam de um lugar para dar à luz. Como disse o pároco da Igreja de São Francisco de Assis da Vila Clementino, Frei Djalmo Fuck, mais do que uma maternidade ou hospital, o Amparo é a "Gruta de Belém de São Paulo". Em sete décadas, cerca de 700 mil crianças vieram ao mundo pelas mãos cuidadoras desta entidade.
Além da assistência à saúde materno-infantil, o Amparo possui um alojamento social, onde abriga gestantes que necessitam de acolhimento e acompanhamento durante a gravidez. A elas são prestados atendimento médico, psicológico e assistência social durante todo o período que necessitarem.
Frei Djalmo lembrou que a celebração desta sexta-feira (13/8) estava dentro da Semana da Família, que teve início no último domingo, Dia dos Pais. Além disso, a liturgia tomada foi a da Assunção de Nossa Senhora, deste domingo. Para isso, Frei Djalmo preferiu o Evangelho que narra o nascimento de Jesus. "Parece que estamos fora de contexto, porque não é tempo do Natal, mas vocês que moram aqui, no Amparo Maternal, e as irmãs e voluntários que aqui trabalham sabem que no Amparo todo dia é Natal. O Amparo vive uma contínua festa, uma contínua alegria, por saber que todo dia podemos celebrar o Natal", disse Frei Djalmo. A maioria das pessoas na celebração era de gestantes e mães que deram a luz recentemente.
"Assim como vocês, mães, Nossa Senhora estava para dar a luz. No Evangelho que nós ouvimos, ela saiu com São José procurando um lugar. Bateu em várias portas e ninguém abriu. Finalmente, encontraram uma Gruta, onde havia animais, bois, cabritos. É dentro desta Gruta que Nossa Senhora encontra espaço para dar a luz ao seu filho. Não havia ali muito conforto, apenas uma manjedoura. Este lugar simples foi a acolhida de Jesus e podemos dizer que o Amparo, com todas as suas limitações e dificuldades, não deixa de ser essa Gruta de Belém, que acolhe cada mãe que por aqui passa", disse o pároco.
"E nós sabemos que, no Amparo Maternal, ninguém é mandado embora porque não tem espaço, não tem lugar na hospedaria, conforme nós ouvimos no Evangelho", acrescentou Frei Djalmo, que também falou sobre a importância da família na formação de uma criança.
O desafio da Maternidade Social
Segundo a diretora da entidade, Irmã Maria Enir, o Amparo Maternal recebe verba do SUS para manter este serviço procurado por mulheres de todo o país. "A verba do SUS cobre 50 ou 60% da dos nossos gastos. O restante, a gente pede a Deus que mande colaboradores", observa a diretora, ressaltando, contudo, que nos dois últimos anos o Amparo está em processo de cogestão com as Irmãs de Santa Catarina de Alexandria, que são as mesmas que dirigem o Hospital Santa Catarina, em São Paulo. "Elas estão nos ajudando porque tínhamos uma dívida muito grande. Essa dívida não acabou, mas está devagarinho diminuindo", informa.
Irmã Maria Enir é da Congregação das Irmãs Vicentinas, que marcam presença no Amparo há 36 anos. Ela, contudo, está há 9 anos na instituição e diz que a entidade tem como filosofia ou motivação cristã nunca recusar: "Então, todos que batem nesta porta, foram atendidos nestes 70 anos".
Segundo a Irmã Maria Enir, mais de 80% dos partos são naturais e o preza pelo serviço de qualidade, tanto que os índices de infecção hospitalar e mortalidade materno-infantil estão perto do zero.
O Amparo Maternal foi fundado em 20 de agosto de 1939 pelo então Arcebispo de São Paulo, Dom José Gaspar de Alfonseca e Silva, e pela Religiosa Franciscana Madre Domineque. Esta presença franciscana se mantém até hoje através do atendimento dos frades da Paróquia São Francisco da Vila Clementino. A entidade também conta com a ajuda dos voluntários ou "doulas" (a palavra vem do grego e significa as responsáveis pelo conforto físico e emocional da parturiente durante o pré-parto).
Segundo Irmã Maria Enir, o Amparo precisa muito de doações, como lençóis, remédios, material de limpeza, leite em pó, fraldas. "Mas precisamos de recursos financeiros porque temos dívidas e não as pagamos com fraldas e leite. Precisamos pagar medicamentos que custam caro. Então aceitamos doações, de quem puder, em dinheiro para pôr em dia nossas dificuldades", explicou a diretora.
Quem quiser colaborar pode ligar para o Amparo Maternal no telefone (11) 5089.8277 ou visitar a instituição na Rua Loefgreen 1901, das 08 às 20 horas.
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