DOMINGO DE RAMOS
A EXTREMA PROVA DE AMOR
ANO C – Lc 22,14-23-56
A Semana Santa nos coloca frente a frente com o drama da Paixão de nosso Redentor Jesus Cristo: sua morte e gloriosa ressurreição.
Testemunhas oculares, os evangelistas, descrevem os sofrimentos, os escárnios, a requintada crueldade dos torturadores. Realçam bem o amor incompreensível de Deus que vem em busca do homem para libertá-lo do poder da morte e do pecado.
Jesus nos dá a extrema prova de amor (cf. Jo 13,1), instituindo o sacramento da Eucaristia como memorial e selo da Nova Aliança entre Deus e os homens.
Disse Jesus: “Desejei ardentemente comer esta Páscoa convosco antes de sofrer” (v. 14). E, enquanto comiam, tomou um pão, deu graças, partiu e distribuiu-o aos discípulos, dizendo: “Isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei isto em minha memória”.
E, depois de comer, fez o mesmo com o cálice, dizendo: “Este cálice é a Nova Aliança em meu sangue que é derramado em favor de vós” (v. 19-20).
A Eucaristia não é um simples memorial simbólico de um acontecimento do passado. A Eucaristia é um sacrifício que tem a mesma força, o mesmo valor do sacrifício histórico da cruz que recapitula e atualiza a oferta amorosa de Cristo ao Pai por nós. “É fonte e ápice de todo o culto da Igreja e da vida cristã”. É o ontem que se faz hoje.
Toda a narrativa da Paixão de Cristo revela o choque entre o amor e a dor com todo o seu sofrimento. O drama da paixão repete-se em nossos dias: o amor tentando remir o mundo e o mundo tentando impor-se pela violência, agredindo a Igreja, que é o Corpo Místico de Cristo presente no mundo, em seus membros, nos pobres e injustiçados, e nas vítimas de toda e qualquer agressão.
Os meios de comunicação exploram e exacerbam os ânimos com um realismo que agride o homem, imagem e semelhança de Deus, no mais profundo de seu ser.
Precisa-se de uma razão profunda para viver o amor, aceitando o sofrimento da cruz. A cruz é sofrimento, dor, desprezo, abandono, injustiça, tortura, manipulação do homem, morte, etc. Mas em Cristo, a cruz, iluminada pela fé, nos fala de salvação, de comunhão, de misericórdia, de amor, de vida, da eternidade do Reino da Glória.
* Pai amado, que eu complete em mim o que falta à Paixão de Cristo para o bem da Igreja, para o bem de um mundo mais unido e mais fraterno. Por Cristo, no amor do Espírito Santo. AMÉM. ASSIM SEJA.
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Vivencio a Paixão e a Glorificação de Cristo em minha vida? Cristo é o Rei do meu coração? Vejo nos sofrimentos um caminho para chegar ao amor? Creio que Jesus continua vivo, presente e atuante na Eucaristia? Encontro na Eucaristia a força e a coragem, para assumir a vida com amor e entusiasmo? Creio que a Igreja é o Corpo Místico de Cristo presente no mundo?