JESUS: RESSURREIÇÃO E VIDA
31º DOMINGO DO TEMPO COMUM
ANO A – Jo 6,37-40
A morte é um mistério profundo, cercado de respeito mesmo por aqueles que não tem fé.
Para o cristão, a morte segue as pegadas da morte de Cristo, morte que é uma vitória com aparência de derrota; morte que não é morte, mas vida, ressurreição e glória, porque o Pai nos espera de braços abertos no Reino dos Céus.
A Igreja sempre nos ensinou que o homem não foi feito para a morte, mas para a vida. Nós temos origem divina. Jesus disse: “Deus não é um Deus de mortos, mas de vivos” (Mt 22,32).
A Igreja dedica um dia de oração para recordarmos a morte de nossos entes queridos e ativar em nós a fé na vida eterna, como afirmamos no Credo: “Creio na ressurreição da carne, na vida eterna”.
Nossos corpos ressuscitarão para a vida eterna, não em sua carne mortal, apodrecida, transformada em pó na sepultura, mas como o Cristo ressuscitado na manhã de Páscoa, com um corpo glorioso, sem as condições do tempo decorrido, de espaço, de volume e peso.
E é bom lembrarmos que existe uma comum união entre nós, os vivos, e nossos entes queridos, falecidos, com os quais formamos um só corpo em Cristo.
Rezamos no Credo: “Creio na comunhão dos santos”. E assim professa o “Credo do Povo de Deus” (n. 30): “Cremos na comunhão de todos os fiéis de Cristo, dos que são peregrinos na terra, dos mortos que estão terminando sua purificação, dos bem-aventurados do céu, formando todos juntos uma só Igreja - um só corpo -, e cremos que, nesta comunhão, o amor misericordioso de Deus e dos seus santos está sempre à escuta de nossas orações!”. Eis porque a Igreja dedica um dia especial de orações pelos falecidos.
Este evangelho nos mostra a obra salvífica de Deus em seus pontos básicos, obra que se inicia em Deus Pai, tem seu centro no envio de Jesus, nosso Salvador, e alcança sua meta na fé dos homens (cf. v. 38).
Disse Jesus à multidão que o seguira até Cafarnaum: “A vontade de quem me enviou é esta: que eu não perca nenhum dos que ele me deu, mas os ressuscite no último dia”. E afirma ainda Jesus: “Esta é a vontade de meu Pai: quem vê o Filho e nele crê tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia” (v. 39-40). Mais uma vez todo o destaque recai sobre a salvação em Cristo.
* Pai amado, nós te pedimos pelos nossos irmãos falecidos que receberam no batismo a semente da vida eterna. Concede-lhes que exultem no céu de tua glória, no convívio dos santos. AMÉM. ASSIM SEJA.
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O que significa a morte para mim? Creio que tenho uma origem divina e eterna? Creio na ressurreição da carne? Como vivo o meu batismo? Como vivo a comunhão dos santos? Creio no poder da oração? Costumo rezar pelas almas dos falecidos? Qual a minha reação ante a morte de um ente querido? Aceito a vontade de Deus? Como me preparo para o encontro com Deus?
Frei Floriano Surian, ofm
fsurian@radnet.com.br
Maria Arieta, ofs
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