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São Paulo, 24/05/2012
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A PASTORAL DE JESUS

16º DOMINGO DO TEMPO COMUM
ANO B – Mc 6,30-34

Os Apóstolos, após terem sido enviados por Jesus em  missão de levar a Boa Nova da Salvação, anunciando o Reino de Deus, retornaram, exultantes de alegria. Empolgados, queriam compartilhar com Jesus “tudo o que tinham feito e ensinado” (v. 30). É o primeiro relatório missionário da Igreja.

Os Doze, até então considerados discípulos, aqui são designados Apóstolos, isto é, enviados em missão de ensinar, começando, assim, a exercer a atividade até agora exclusiva de Jesus.

A missão dos Apóstolos era importante, porém, ainda mais importante era que retornassem para junto do Mestre. Haviam tido pleno êxito na missão (cf. v. 13) e, como muitas vezes acontece, o sucesso lhes poderia subir à cabeça e esquecer aquele que os enviara e de quem haviam recebido o poder de realizar os milagres. 

Importante é manter o equilíbrio entre ação e oração: voltar sempre a Jesus! Jesus educa os futuros evangelizadores para a missão salvífica. No envio da missão, Jesus alterna ação, o contato com a multidão, com a oração, a solidão com Deus. E’ a pedagogia pastoral de Jesus.

Embora exaustos, os Apóstolos estavam felizes pelo sucesso obtido. “Com efeito, estavam cansados, pois os que chegavam e os que partiam, fruto da Missão, eram tantos que não tinham tempo nem de comer” (v. 31).

Disse-lhes Jesus: “Vinde vós, sozinhos, a um lugar deserto e descansai um pouco. E foram de barco a um lugar deserto, afastado” (v. 31-32).

“Muitos viram para onde Jesus fora e o seguiram. Assim que ele desembarcou viu uma grande multidão e ficou tomado de compaixão por eles, pois estavam como ovelhas sem pastor” (v. 33), sem rumo, sem fé, sem compromisso, sem sentido para suas vidas.

“E Jesus começou a ensinar-lhes muitas coisas” (v. 34).

Eis a missão da Igreja hoje: continuar, em nome de Jesus, a pastorear o rebanho disperso. Jesus quer continuar sua missão, também, através dos leigos. Consagrados a Cristo pelo santo batismo, os leigos são chamados, a participar da missão salvífica da Igreja, colaborando, no mundo, com os sacerdotes, para que Deus seja glorificado e os homens salvos (Lumen Gentium 34 e 36). “O que a alma é no corpo, isto sejam no mundo os cristãos” (Lumen Gentium 30).

Temos aqui uma imagem da futura comunidade da Igreja em que, à par da obra missionária, se cultivará o recolhimento interior.

* Pai amado, pelo batismo sou chamado a evangelizar, para que haja um só rebanho e um só Pastor. Eis-me aqui, Senhor! AMÉM. ASSIM SEJA.

* * *

Participo da missão salvífica da Igreja? Mantenho o equilíbrio entre ação e oração? Reconheço que a evangelização é o apostolado mais urgente em nossos dias? Qual a minha atitude com as pessoas que vivem, a meu lado, como ovelhas sem pastor? Reconheço que em Deus começa e em Deus termina a missão evangelizadora? Tu me chamaste, Senhor! Eis-me aqui, Senhor!

Frei Floriano Surian, ofm
fsurian@radnet.com.br
Maria Arieta, ofs
arieta@radnet.com.br

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