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São Paulo, 24/05/2012
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QUEREMOS VER JESUS

5º DOMINGO DA QUARESMA
ANO B – Jo 12,20-33

Entre os peregrinos judeus que tinham ido a Jerusalém para festejar a Páscoa, havia alguns gregos pagãos, tementes a Deus que, atraídos pelo culto religioso dos israelitas, queriam ver Jesus (v. 20). O mistério da pessoa de Jesus atraía multidões... Aproximando-se de Filipe, eles pediram: “Queremos ver Jesus” (v. 21). Queriam conhecê-lo em profundidade, estando dispostos a crer nele.

Essa aspiração por parte dos gregos marca o início da “Hora de Jesus”. E a resposta de Jesus é esta: “É chegada a hora em que será glorificado o Filho do Homem” (v. 23).

A “hora”, aqui, não é medida pelo relógio, mas, sim, pelo fato único na História que é o acontecimento da Salvação e da Glorificação do Filho de Deus, que irradia e salva pela sua morte e ressurreição. Mas, para que ocorra a ressurreição e glorificação, Jesus dará sua vida. A morte de Jesus é uma morte salvadora, fecunda, da qual brota a vida em plenitude, a vida eterna.

Usando a imagem do grão de trigo, que morre para ser fecundo, Jesus mostra a necessidade de sua Paixão e Morte.

Na concepção judaica, a semeadura e o crescimento da semente era algo admirável, misterioso. Assim sendo, diz Jesus “Se o grão de trigo, que cai na terra, não morrer, fica só. Se, porém, morrer, produz muito fruto” (v. 24).

“Quem ama sua vida a perde...” (v. 25). Quem ama só a si mesmo e seus interesses pessoais, na verdade, ama a morte, “e quem odeia sua vida neste mundo a guardará para a vida eterna” (v. 25). Jesus viveu essa máxima, morrendo a si mesmo para salvar os pecadores, por isso se concretizou nele a vida eterna.

A vida neste mundo não é definitiva, porque ela é dominada e regulada pela morte. Por isso, diz Jesus: “Se alguém quer servir-me, siga-me e onde eu estou - na cruz ou na glória - aí também estará o meu servo” (v. 26). Estará em comunhão com o próprio Deus.

Jesus se angustia com a proximidade da morte: “Minha alma está agora conturbada. Que direi? Pai, salva-me desta hora? Mas foi precisamente para esta hora que eu vim. Pai, glorifica o teu nome” (v. 27-28): cumpra-se tudo o que é necessário. Veio, então, uma voz do céu: “Eu o glorifiquei e o glorificarei novamente!” (v. 28).

* Na obediência, ao Pai, Cristo venceu o pecado do mundo! Quando for elevado ao alto da Cruz, Jesus atrairá todos os homens, todos os povos, a si. É a resposta aos piedosos gregos que querem ver Jesus e a todos que o procuram. AMÉM. ASSIM SEJA.

* * *

Agarro-me à existência como se fosse uma propriedade que depende somente de mim? Que lição me dá a morte do grão de trigo? O que precisa morrer em mim para que Jesus possa produzir frutos através de mim? Estou consciente de que um dia chegará a minha hora? Participo da Campanha da Fraternidade? Sirvo a Jesus nos irmãos e irmãs carentes? Paz, fruto da Justiça!

Frei Floriano Surian, ofm
fsurian@radnet.com.br
Maria Arieta, ofs
arieta@radnet.com.br

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