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11/01/2009 - Festa do Batismo do Senhor
Evangelho Comentário Mensagem








Jesus profeta, servo
e filho de Deus

Natal se prolonga nas festas da
Epifania e do Batismo de Jesus.
Todas estas festas têm em comum
a idéia da manifestação de Deus
ao mundo, em Jesus de Nazaré.

Ora, o primeiro a quem Deus
se manifestou foi o próprio Jesus.
Manifestou-se a ele para lhe confiar a missão.

A 1ª leitura apresenta o “Servo de Deus” de que fala o profeta Isaías. “Servo” (= ministro, encarregado) é um título do rei, do profeta ou até do próprio povo da Aliança. Na sua disposição a executar o projeto de Deus, tal “servo” prefigura Jesus.

Quando, depois de Pentecostes, os Apóstolos proclamam Jesus (2ª leitura), chamam-no com o nome bíblico de “Ungido de Deus”, em hebraico: messias – ungido com o Espírito Santo.
É isso  que o evangelho descreve. Jesus tinha-se integrado no movimento João Batista, o novo profeta, que fez ressoar novamente a voz profética, silenciada durante séculos. Agora, no momento em que Jesus recebe das mãos de João a aspersão do batismo no rio Jordão lhe dá “sinal verde” para a própria missão: “Tu és o meu filho, em ti repousa meu pleno agrado”. “Filho de Deus” era o título dado ao rei (Davi). Num sentido infinitamente mais  rico, este título cabe a Jesus. Deus estabelece Jesus portador de seu “beneplácito”, nomeia-o realizador de seu reinado. Desce sobre Jesus o Espírito de Deus: sua força, seu dinamismo, seu calor, sua sabedoria... O reinado que ele vai implantar  supera de longe o de Davi. É um projeto divino, para que Deus reine nos corações humanos e em todas as estruturas  da comunidade humana, e para que seus “aliados” realizem a justiça e o amor.

Jesus aceitou sua “nomeação”. Assumiu sua missão e deu a vida para cumpri-la: para  desmascarar o cinismo e a hipocrisia dos chefes religiosos e políticos; para ensinar o plano de  Deus ao povo, entregue às mãos dos poderosos; para formar um grupo de discípulos que entendessem sua proposta – ao menos, depois de sua morte e ressurreição...

Celebramos hoje que Jesus assumiu a realização da vontade do Pai, a “justiça”. Anunciou aos que mais a esperavam – os pobres, os excluídos – a libertação do regime que  domina este mundo. Mas ele não quis ficar sozinho. Formou uma comunidade que continuasse sua  missão. Os que sucedem Jesus no empenho pelo reinado de Deus terão de trilhar seu caminho, inserir-se nos movimentos que buscam a justiça concebida por Deus, assim como Jesus se inseriu no movimento lançado por João Batista. Sobretudo, deveremos prestar nosso ouvido e nosso coração a essa voz bem especial que nos faz descobrir aquele que nos envia como “Pai”: “Chamados filhos de Deus, o sejamos de fato” (oração final).

Do livro "Liturgia Dominical", de Johan Konings, SJ, Editora Vozes


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