Província Franciscana da Imacula Conceição do Brasil
São Paulo, 13/02/2012
HOME A INSTITUIÇÃO FRATERNIDADES E SERVIÇOS O CARISMA VIDA cristà CULTURA FRANCISCANA
Vida Cristã
     VIDA CRISTÃ
     Últimas Notícias
     Liturgia
     Especiais
     Artigos
     Reflexões
     Orações
     Celebrações
     Documentos
   da Igreja e da CNBB
     Sites Vida Eclesial

:: Busca no Site ::
× Fechar
Powered by Google© Pesquisa Personalizada
 
-- Liturgia --
Tamanho do Texto: A+ a- << Voltar

19/07/09 - 16º Domingo do Tempo Comum /Ano B
Evangelho Comentário Mensagem







A compaixão
pastoral de Jesus

No domingo passado vimos a missão dos
doze apóstolos. Hoje, assistimos à volta dos
doze. Cumpriram tão bem seu primeiro “estágio
pastoral” que Jesus os convida para um
piquenique ou um dia de retiro na margem
do lago de Genesaré. Entram no barco, navegam
uns quilômetros e, quando chegam no
lugar desejado, encontram uma multidão de pessoas que os viram partir e correram pela margem até lá. Decepção? Não. “Jesus encheu-se de compaixão por eles, porque eram como ovelhas sem pastor”(evangelho). Jesus se torna pastor para essas ovelhas. E o que faz? “Pôs-se a ensinar muitas coisas”.

No Antigo Testamento, pastor é aquele que orienta e conduz. Vai à frente das ovelhas para conduzi-las a pastar. Assim eram chamados pastores os chefes do povo de Israel: os reis Moisés, o Messias, e sobretudo: Deus mesmo (Sl 23 [22]; 95 [94], 7 etc). E é assim que na 1ª leitura de hoje Deus mesmo se apresenta, à diferença dos maus pastores (Jr. 23, 1-6). Os maus pastores dispersam o rebanho, o bom pastor reconduz os dispersos.

O projeto de reconduzir o povo recebe sua plena realização em Jesus de Nazaré. Ele procura um lugar tranqüilo para os discípulos, mas topa com uma multidão carente de pastor. Então tem compaixão deles e começa a ensinar-lhes as coisas do Reino. Temos  aí a origem da “pastoral”. A pastoral é colocar em prática a “compaixão” pelo povo. Não a compaixão de chamar alguém de coitado, sem fazer nada. Mas a “paixão” que nos faz sentir “com” o povo.

Acolher o povo, ensinar-lhes as coisas do Reino, tudo o que Jesus faz para o povo com vista ao Reino é “pastoral”em proveito de Deus, é cuidar de seu rebanho. Por isso, Jesus dará até a vida (Jô 18,11-18). O que faz algo ser pastoral não é tal ou tal atividade determinada, mas o intuito com que ela é assumida: transformar um povo sem rumo em povo conduzido por Deus.

Por isso, hoje, o importante não é multiplicar atividades chamando-as de pastoral, mas cuidar de que os que as realizam tenham alma de pastor, atitude de pastor: acolhida, liderança e amor até doar a própria vida.

Pastoral é conduzir o povo pelo caminho de Deus. É inspirada não pelo desejo de poder, mas pelo espírito de serviço. Jesus não procurou arrebanhar o povo para si. Inclusive, vendo o entusiasmo equivocado, se retirou (Jô 6,14-15). Ele procura levar o rebanho ao Pai, nada mais. Ser pastor não é auto-afirmação, mas o dom de orientar carinhosamente o povo eclesial para Deus.

Do livro "Liturgia Dominical", de Johan Konings, SJ, Editora Vozes

Tamanho do Texto: A+ a- << Voltar
Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil
Copyright © 2011 Franciscanos.org.br - Todos os direitos Reservados.