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São Paulo, 13/02/2012
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07/06/09 - Solenidade da Santíssima Trindade – Ano B
Evangelho Comentário Mensagem







A Trindade em nossa vida


A festa da SS. Trindade é uma oportunidade
para refletir sobre nossa vida de batizados.
Fomos batizados “no nome do Pai, do Filho
e do Espírito Santo”, conforme a missão
confiada por Jesus aos Apóstolos
(Mt 28,20). Será que isso significa algo
para nossa vida, modificou algo em nós?
Nossa vida de batizados tem algo a ver
com as pessoas da Santíssima Trindade?

No Antigo Testamento, Moisés explicou ao
povo que Deus é próximo da gente, não
inacessível. Fala com seu povo,
acompanha-o. Mais: conta com a amizade
de seu povo. Não é um Deus indiferente
(1ª leitura). E no Novo Testamento, Paulo
aponta a presença da Santíssima Trindade
de Deus em nossa vida: o Pai coloca
em nós o Espírito que nos torna filhos
com o Filho (2ª leitura).

Tudo isso nos faz entender melhor o evangelho de hoje, que narra a missão de batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Quem recebe o baitsmo entra numa relação específica com cada uma das três pessoas da Trindade. Em relação ao Pai, é filho por adoção (o que, na cultura de Jesus, significava muito: pleno direito ao amor e à herança do Pai). Em relação ao Filho, é irmão (participando da mesma vida, do mesmo projeto). E quanto ao Espírito Santo, é dele que recebe inspiração e impulso para viver a vida divina no mundo.

Convém termos consciência disso em nossa vida de batizados. Certamente, Deus é um só. O que o Pai, o Filho e o Espírito Santo significam em nós é uma só e mesma realidade: a presença da vida divina em nós. Mas essa realidade se realiza em relações diversificadas. Uma  comparação talvez ajude a aprender esse mistério: na vida conjugal, mulher e homem são ora parceiros no amor, ora colaboradores no sustento da família ou na educação dos filhos, ora  pessoas autônomas (para irem votar ou atenderem a seus negócios) etc.

Assim podemos assumir e cultivar as diversas atitudes que nos relacionam com a Santíssima Trindade em nossa vida. Atitude de filho adotivo do Pai, cuidando de sua obra, de sua solicitude para com a criação e a humanidade. Atitude de irmão de Jesus, na sintonia e solidariedade, na ternura para  com outros irmãos – e para com Jesus mesmo! Atitude, finalmente, de quem é impulsionado pelo Espírito Santo (e não pelo espírito do mundo, do lucro, da exploração etc).

A consciência da relação com as três Pessoas divinas torna nossa vida cristã menos abstrata, conferindo-lhe uma configuração mais versátil, mais concreta. Mas essa consciência  não surge espontaneamente. É preciso cultivá-la na contemplação das Três Pessoas divinas.

Do livro "Liturgia Dominical", de Johan Konings, SJ, Editora Vozes

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