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12/10/2009 - Solenidade de Nossa Senhora da Conceição Aparecida
Evangelho Comentário Mensagem

Maria, Mulher-povo,
mãe da Igreja

Nossa Senhora da Conceição Aparecida,
Padroeira do Brasil. O povo a chama
simplesmente de N. Senhora Aparecida.
Aliás, para a “Imaculada Conceição” temos
outra festa, em 8 de dezembro. Mas vale a
pena, apoiados na liturgia, estabelecer um
nexo entre a eleição de Maria desde a sua
concepção e seu papel de intercessora, em
virtude do qual ela aparece como padroeira
do nosso povo.
A 1ª leitura de hoje destaca
o papel da intercessora, mediante a figura
bíblica da rainha Ester, que intervém junto ao
rei por seu povo, Israel. Na 2ª leitura a
Mulher-Povo do Apocalipse protege seu filho
messiânico. No evangelho aparece com
maior clareza o papel mediador de Maria
a favor do povo.


É o evangelho das bodas de Caná. Maria presencia uma festa de casamento, e também Jesus e seus companheiros. Quando falta vinho, Maria chama a atenção de Jesus para o impasse. E quando Jesus, misteriosamente, responde que ainda não chegou a sua hora – pois a sua hora mesmo é a da cruz – Maria não deixa de acreditar que Jesus transformará as bodas deste mundo em festa messiânica e plena alegria, vinho novo do tempo novo. Recomenda aos servidores que executem o que Jesus lhes disser.  Talvez às cegas, mas confiante no projeto de Deus e no filho que Deus lhe deu, Maria assume sua missão de confiar o mundo a ele.

João, no seu evangelho, menciona Maria apenas duas vezes, aliás, sem chamá-la Maria, mas Mãe de Jesus e Mulher. A primeira menção é quando ela por assim dizer introduz Jesus na sua atividade pública, nas bodas de Caná. A outra é quando ela acompanha Jesus até o fim, ao pé da cruz. No primeiro texto, Jesus diz que sua hora ainda não chegou; é apenas o início dos sinais. O outro texto é quando se realiza “a Hora” de Jesus e sua obra é levada a termo, na cruz.  Em ambos os textos, Jesus se dirige a Maria com o tratamento honroso de “Mulher” (nós diríamos: “Senhora”) – termo muitas vezes ligado à imagem do povo. A primeira vez, Jesus pronuncia a perspectiva da hora que deve vir, a segunda vez, confia à sua mãe o seu legado: o discípulo amado, que representa os fiéis. Maria  está no início e no fim da obra de Jesus. Ela, a Mulher, a Mãe, é a referência de sua obra. Maria marca o lugar de Jesus neste mundo e está aí como referência do discípulo que toma o lugar do seu Filho.

Maria, Mãe da Igreja.

Do livro "Liturgia Dominical", de Johan Konings, SJ, Editora Vozes

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