Província Franciscana da Imacula Conceição do Brasil
São Paulo, 13/02/2012
HOME A INSTITUIÇÃO FRATERNIDADES E SERVIÇOS O CARISMA VIDA cristà CULTURA FRANCISCANA
Vida Cristã
     VIDA CRISTÃ
     Últimas Notícias
     Liturgia
     Especiais
     Artigos
     Reflexões
     Orações
     Celebrações
     Documentos
   da Igreja e da CNBB
     Sites Vida Eclesial

:: Busca no Site ::
× Fechar
Powered by Google© Pesquisa Personalizada
 
-- Liturgia --
Tamanho do Texto: A+ a- << Voltar

20/09/09 - 25º Domingo do Tempo Comum/Ano B
Evangelho Comentário Mensagem






Seguir Jesus: ambição
ou humildade?

Políticos em campanha eleitoral
levantam crianças diante das câmeras
da televisão... Mas qual deles se importa
realmente com o futuro das crianças
abandonadas, com os meninos de rua,
com a educação popular? O que conta
não é a criança, e sim, o voto.

Jesus faz da pouca importância das
crianças uma lição para seus seguidores.
Os discípulos não compreendiam quando
Jesus falava de seu sofrimento; pelo
contrário, ficavam discutindo quem era
o maior dentre eles. Por causa disso,
Jesus chamou uma criança, colocou-a
no meio deles e disse que a criança
estava aí como se fosse ele mesmo – e até mais do que isso: “Quem acolher em meu nome uma destas crianças estará acolhendo a mim mesmo. E quem me acolher, estará acolhendo não a mim, mas Àquele que me enviou” (evangelho).

A liturgia de hoje nos ajuda a cavoucar mais a fundo o mistério que está por trás dessas palavras. Enquanto os discípulos não levaram muito a sério as crianças, Jesus se identifica com uma criança, porque tem uma profunda consciência do amor paterno de Deus. Na 1ª leitura, o justo que chama Deus de pai é considerado insuportável pelos poderosos, que só dão importância à força e à arrogância. E a 2ª leitura nos mostra quanto mal faz a ambição dentro da comunidade cristã. Na lógica o mundo, o que importa é a prepotência, a ambição. Mas  Deus é o pai do justo, sobretudo do justo oprimido. Na criança desprotegida, ele mesmo se torna presente.

O justo humilde, perseguido pelos prepotentes, e que chama Deus de pai, é a prefiguração do próprio Jesus. A grandeza mundana não importa. Uma criança sem importância pode ser representante de Jesus e, portanto, de seu Pai, Deus mesmo. E se não for uma criança, pode ser um mendigo, um desempregado, um aidético.... No aspecto de não terem poder, esses sem-poder parecem-se com Jesus. Nossa “ambição”deve ser: servir Jesus neles. Então, seremos grandes.

Alguém talvez chame isso de falsa modéstia: dizer-se humilde julgando-se superior aos outros. Já os empresários o chamarão de desperdício, pois quem se refugia na humildade nunca vai realizar as grandes coisas de que nossa sociedade tanto precisa... O raciocínio de Jesus vai no sentido oposto: as ambições deste mundo facilmente encontram satisfação, se há quem delas pode tirar proveito. Todo mundo colabora. Mas quem não tem poder só pode contar com Deus e com os “filhos de Deus”, os que querem ser semelhantes a ele. Então, de repente, não é a  ambição que move o mundo, mas a força do amor que Deus implantou em nós. Não o orgulhoso ou o ambicioso, mas o humilde consegue despertar a força do amor que dorme no coração do ser humano. A criança desperta em nós o que nos torna semelhantes a Deus, nosso Pai.

Do livro "Liturgia Dominical", de Johan Konings, SJ, Editora Vozes

Tamanho do Texto: A+ a- << Voltar
Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil
Copyright © 2011 Franciscanos.org.br - Todos os direitos Reservados.