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Natal
NATAL
O NASCIMENTO DO SENHOR
"Glória a Deus no mais alto dos céus, e
paz na terra aos homens por ele amados"!
Natal Deus se comunica!
Deus não quis permanecer só em seu indecifrável
mistério. Não quis ficar isolado na sua inacessível
onipotência. Quis mostrar-se, fazer-se presente,
de um modo pleno e definitivo. Foi do seu desejo
estabelecer uma comunhão conosco. Por isso veio a nós!
Penetrou na fragilidade da criação. Ele quis
nos
presentear. Não com um presente qualquer, uma sobra,
algo que não mais lhe fazia falta... Deus presenteia
nada
mais nada menos do que a si mesmo.
Veio ao encontro de uma criatura especial, capaz de recebê-lo.
Para poder se dar, precisa de alguém que
possa receber. Este alguém é o ser humano.
O homem é o receptáculo de Deus. Nossa vida
somente encontra sentido e verdadeira realização
quando é capaz de receber e hospedar a Deus.
NATAL -
Deus se fez homem!
Assume o homem na sua totalidade, na realidade
e condição que ele mesmo é.
Assume o homem que:
- Cresce;
- Aprende;
- Pergunta e responde;
- Tem história, conquistas e derrotas;
- Tem uma raça, religião, pátria e costumes...
- Um homem que trabalha;
- Que ama, é amigo;
- Conhece preocupações, medo, angústia,
traumas;
- Perigo, a sede e a fome..
- A saudade, a distância, a tentação,
o abandono, a incompreensão, solidão,
finitude e morte. Enfim...
- Deus assume o homem por inteiro: menos no pecado,
na ingratidão e indiferença.
A dimensão
cósmica do Natal:
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"Alegres pelo nascimento de Cristo, as montanhas e as
colinas se inclinam
e os elementos do mundo, num inefável gozo, executam
neste dia uma melodia sublime"
(PL 86, 118 - Liturgia Antiga)
"Deus em seu Filho que nasce, enobrece toda a criação,
fazendo-a divina... (St. Atanásio). Há, pois,
um caráter filial e fraternal em toda a criação.
Em Cristo, somos irmãos de todas as coisas... o mundo
foi visitado definitivamente por Deus. A criação
se alegra, canta e se extasia com o Hóspede divino.
Demos, neste dia santo, água às
nossas flores. Tratemos bem nossos animais. Saudemos a natureza
de nossas janelas. Pisemos com cuidado o chão dos nossos
caminhos para não atropelarmos nenhuma vida. Todos
somos cristificados. Somos irmãos. E o irmãos
se tratam com carinho e cortesia.
"Demo-nos presentes porque Deus nos
deu um presente
sem preço: deu-se a si mesmo num menino!"
São Francisco queria, neste dia em que
o Verbo se fez carne, que todos comessem carne fartamente.
Que se jogassem sementes pelas estradas
para que as aves tivessem com que comer. Que aqueles que possuíssem
um asno e um boi lhes dessem muita forragem. Porque na noite
santa do
Natal, a Virgem colocou seu gracioso Menino entre o asno e
o boi.
Que todos se lembrassem de que somos irmãos uns dos
outros e que se presenteassem mutuamente.
O Natal ensina que o homem chegou em Deus porque Deus chegou
primeiro
ao homem. E Deus chegou ao homem porque havia, feita por Deus
mesmo,
uma abertura infinita nele. Ele era um vazio à espera
de uma plenitude .
Eis que com a encarnação de Deus a abertura
se plenificou e o vazio
se saciou. Assim, o homem tornou-se Deus porque Deus se tornou
homem.
É a encarnação! "Na realidade, o
mistério do homem só se ilumina verdadeiramente
no mistério do verbo encarnado... Cristo manifesta
plenamente o homem ao próprio homem e lhe descobre
a
sua altíssima vocação"
(Gaudium et Spes, 22).
"Sempre haverá uma estrela
no caminho de quem procura.
Importa procurar..."
Criação e impressão feita pela
Pró-Reitoria Comunitária da Universidade São Francisco |
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"Altíssimo,
onipotente, bom
Senhor,
teus são o louvor,
a glória, a honra
e toda a bênção.
só a ti,
Altíssimo,
são devidos;
e homem algum é
digno
de te mencionar.
Louvado sejas,
meu Senhor,
com todas as tuas
criaturas,
especialmente o
senhor irmão
Sol, que
clareia o dia
e com sua luz
nos alumia.
E ele é belo
e radiante
com grande
esplendor:
de ti, Altíssimo,
é a imagem.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pela irmã Lua
e as Estrelas,
que no céu
formaste claras
e preciosas e belas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Vento,
pelo ar, ou
nublado
ou sereno,
e todo o tempo,
pelo qual
às tuas
criaturas dás
sustento.
Louvado sejas,
meu Senhor
pela irmã
Água,
que é mui
útil
e humilde
e preciosa e casta.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelo irmão
Fogo
pelo qual iluminas
a noite.
E ele é belo
e jucundo
e vigoroso e forte.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa
irmã
a mãe Terra,
que nos sustenta
e governa,
e produz frutos
diversos
e coloridas flores
e ervas.
Louvado sejas,
meu Senhor,
pelos que perdoam
por teu amor,
e suportam
enfermidades
e tribulações.
Bem-aventurados os
que as sustentam
em paz,
que por ti,
Altíssimo,
serão coroados.
Louvado sejas,
meu Senhor,
por nossa irmã
a Morte corporal,
da qual homem algum
pode escapar.
Ai dos que morrerem
em pecado mortal!
Felizes os que ela
achar
conformes à
tua santíssima
vontade,
porque a morte Segunda
não lhes
fará mal!
Louvai e bendizei
a meu Senhor,
e dai-lhe graças,
e servi-o com grande
humildade."
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