São Paulo, Brasil, 25/05/2012, 00:10
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01.02.12


Frei Mvula faz a Primeira Profissão na Ordem Franciscana

Por Moacir Beggo

Com a Primeira Profissão de Frei Mvula André Papi neste domingo (29), na Paróquia São Francisco de Assis, na Vila Clementino (SP), o ano de experiência do Noviciado de 2011 ficou completo. Isso porque, o angolano não pode professar no último dia 4 de janeiro com os seus colegas (Frei Claudinei Cananéa Bustamante, Frei Cristiano Aparecido Maciel e Frei Juliano Fachini Fernandes), já que ele iniciou a sua experiência com um mês de atraso no ano passado.

Aos 34 anos, Frei Mvula foi acolhido carinhosamente na celebração pelo Ministro Provincial, Frei Fidêncio Vanboemmel, que ressaltou a sua história de vida e o belo encontro com os franciscanos na Missão de Angola. Para este momento tão importante na vida de um jovem frade, toda a Fraternidade da Vila Clementino e um grande número de frades da Província estiveram presentes.

Em um pouco mais de 20 anos da presença missionária em Angola, Frei Mvula é o sétimo frade angolano da Fundação Imaculada Mãe de Deus a professar na Ordem Franciscana. Dois já são presbíteros.

Para a assembleia, que não está acostumada com o rito e a formação da vida religiosa franciscana, Frei Fidêncio explicou detalhadamente como é experiência no Noviciado de Rodeio. "A formação franciscana se dá no dia a dia da vida simples do Noviciado, onde fazem a experiência de fraternidade e oração. É um ano de interiorização, onde esses jovens fazem a mesma pergunta de São Francisco: 'Senhor, que queres que eu faça?'", explicou.

Ao comentar a primeira leitura, um trecho da Regra de São Francisco, Frei Fidêncio destacou a importância de, tantos os frades como os leigos cristãos, continuarem vigilantes para nunca apagar o sopro vital do Espírito Santo do Senhor. "São Francisco diz que devemos preparar sempre - repito: preparar sempre - dentro de nós uma morada permanente àquele que é o Senhor. Essa é uma tarefa para  nós e para você, Frei Mvula, na nossa querida Angola: ser esse templo de Deus que busca a paz, a concórdia e a reconciliação".

Com a Primeira Profissão de Frei Mvula André Papi neste domingo (29), na Paróquia São Francisco de Assis, na Vila Clementino (SP), o ano de experiência do Noviciado de 2011 ficou completo. Isso porque o angolano não pôde professar no último dia 4 de janeiro com os seus colegas (Frei Claudinei  C. Bustamante, Frei Cristiano A. Maciel e Frei Juliano Fachini Fernandes), já que ele iniciou a sua experiência com um mês de atraso no ano passado.

Aos 34 anos, Frei Mvula foi acolhido carinhosamente na celebração pelo Ministro Provincial, Frei Fidêncio Vanboemmel, que ressaltou a sua história de vida e o belo encontro com os franciscanos na Missão de Angola. Para este momento tão importante na vida de um jovem frade, toda a Fraternidade da Vila Clementino e um grande número de frades da Província estiveram presentes.

Em pouco mais de 20 anos da presença missionária em Angola, Frei Mvula é o sétimo frade angolano da Fundação Imaculada Mãe de Deus a professar na Ordem Franciscana. Dois já são presbíteros.

Para a assembleia, que não está acostumada com o rito e a formação da vida religiosa franciscana, Frei Fidêncio explicou como é experiência no Noviciado de Rodeio. “A formação franciscana se dá no dia a dia da vida simples do Noviciado, onde fazem a experiência de fraternidade e oração. É um ano de interiorização, onde esses jovens fazem a mesma pergunta de São Francisco: ‘Senhor, que queres que eu faça?’”, explicou.

Ao comentar a primeira leitura, um trecho da Regra de São Francisco, Frei Fidêncio destacou a importância de, tanto os frades como os leigos cristãos, continuarem vigilantes para nunca apagar o sopro vital do Espírito Santo do Senhor.

“São Francisco diz que devemos preparar sempre - repito: preparar sempre - dentro de nós uma morada permanente àquele que é o Senhor. Essa é uma tarefa para  nós e para você, Frei Mvula, na nossa querida Angola: ser esse templo de Deus que busca a paz, a concórdia e a reconciliação”.

Comentando a segunda leitura, sobre experiência da primeira comunidade cristã, falou da importância da fraternidade. “Os irmãos tinham tudo em comum e dividiam seus bens com alegria e eram solidários com os mais pobres. Esta também é uma tarefa nossa, queridos irmãos e frades. Pôr em comum começa exatamente a partir do momento em que acolhemos o irmão dado por Deus. Deus nos deu irmãos, diz São Francisco. Deus nos deu irmãos com valores, virtudes e com limitações e fragilidades”, observou, ressaltando: “Por isso, é muito importante professar a vida em fraternidade. Construir em fraternidade. Nada mais queremos construir senão a fraternidade como valor evangélico. Esta também é uma tarefa muito importante, Frei Mvula”, acrescentou.

Diante da citação do Evangelho “Não fostes vós que escolhestes, mas fui eu que vos escolhi”, o Ministro Provincial lembrou como Deus agiu na vida de Frei Mvula até o encontro com os frades. “A vocação é um dom, um presente de Deus. Não somos donos da nossa vocação franciscana”, enfatizou, dirigindo-se ao frade angolano: “Querido Frei Mvula, você veio a nós como dom de Deus, como presente de Deus, para ser exatamente a expressão da nossa Província em terras angolanas. Deus seja louvado pela sua história, pela sua vida, e conte sempre com nossa solidariedade, com a nossa presença, especialmente daqueles que trabalham na Fundação Mãe de Deus, em Angola”.

Depois da homilia, no momento central do rito, o professando se ajoelhou e fez a sua profissão nas mãos do Ministro Provincial, assinando também o documento da profissão sobre o altar. Em seguida, o Ministro Provincial chamou o missionário Frei José Antônio dos Santos, há 12 anos trabalhando na Missão e agora formador no Seminário de Malange, para entregar ao professo temporário a Regra e as Constituições da Ordem dos Frades Menores. Frei Mvula embarca na sexta-feira, dia 3 de fevereiro, para Angola, onde vai residir em Viana, e iniciar os estudos de Filosofia.

Quem é

Frei Mvula é filho de Louriano Mvula Francisco e de Maria Kambi Cecília, já falecidos. Nascido aos 25 de Janeiro de 1978, em Kikwiti, República Democrática do Congo, por força da guerra civil, que durou 30 anos em Angola e de onde sua família precisou fugir para sobreviver, viveu 27 anos refugiado fora de Angola. Devido à cultura africana, que permite que um homem tenha várias esposas, ele tem 28 irmãos, espalhados nos EUA, Canadá, França, Bélgica, Itália e Congo Democrático. Frei Mvula voltou para Angola em 2004, após o fim da guerra, para visitar a família.

Depois retornou definitivamente em 2005 para casar, pois sua família queria que ele se casasse com uma africana de Angola. Porém, os caminhos de Deus o levaram ao encontro dos franciscanos em Malange. Um dia, quando o carro da Missão Franciscana estava estacionado em frente ao prédio do Ministério da Imigração, e ao ver nele impresso o símbolo do Tau e a inscrição Ordem dos Frades Menores, decidiu esperar os donos.

Frei Samuel Ferreira de Lima e Frei Aloisio dos Santos, o Frei Mococa, eram os missionários que estavam no carro e foram abordados por Mvula, que perguntou como era a vida dos frades, o que faziam e onde moravam. Após breve diálogo, convidaram-no para ir à Missão na semana seguinte. O seu primeiro grande desafio era falar em português, pois nos anos do exílio no Congo falava francês. Depois houve vários encontros, onde ele foi cada vez mais aprofundando a espiritualidade franciscana até chegar ao ponto de desejar ser frade.

Para isso, durante dois anos se preparou nos encontros vocacionais. Em 2008, ingressou no aspirantado em Malange, onde permaneceu por dois anos e fez um ano de postulantado em Kibala, na província Kwanza sul até ser admitido no Noviciado de Rodeio, em Santa Catarina.

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