São Paulo, Brasil, 13/02/2012, 09:22
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02.12.08



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O tempo presente de Antônia - Decadência e esperança


A venda de parte do terreno da Paróquia, onde estava a Casa Paroquial,  para a construção de um hotel e a futura sede da Província da Imaculada Conceição, deixou a Paróquia sem atividades. “Foi a pior coisa que vocês fizeram”, decretou ao falar para Frei Djalmo Fuck, o atual pároco,  e Frei Régis Daher, subsecretário da Província.

A Igreja em meio a altos edifícios

O período de cinco anos de construção do prédio deixou a Paróquia em dificuldades financeiras, pois os frades não faziam mais casamentos e batismos, somente missas.

“Essa situação espantou os paroquianos, principalmente os japoneses”, diz Antônia. Nos últimos anos, a Paróquia vem recuperando muito do espaço perdido e, sob uma orientação moderna e dedicada do novo pároco, Frei Djalmo. Segundo Antônia, “melhorou muito”.

Antônia, contudo, acha que nunca mais a Paróquia vai viver os seus áureos tempos depois da inauguração. “O bairro mudou muito. Os prédios nascem a cada dia e o povo não quer saber mais de igreja no final de semana. Muitas famílias que moravam no bairro foram embora. A realidade é outra”, diz Antônia.

Antônia também lembra com saudade dos muitos trabalhos sociais que eram feitos na Paróquia e que ainda hoje alguns deles continuam, como a farmácia e o atendimento médico às quartas-feiras. Antes, neste dia, os assistidos recebiam um reforçado café da manhã no Salão Paroquial.

Com a construção do prédio e a proibição do governo, o consultório odontológico se mudou para o Amparo Maternal. Segundo Frei Djalmo, o leite arrecadado é enviado para o Amparo Maternal e para famílias cadastradas.

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